Enquanto isso, do outro lado da cordilheira...
Com 2006 prestes a se despedir, Santiago tem sol, temperatura de 26ºC e está tranqüila. Ontem os supermercados estiveram cheios todo dia, e amanhã é a segunda data do ano em que esses estabelecimentos e os shoppings fecham. Suprimentos garantidos, champanhe na geladeira e panelas vão para o fogo com lentilhas. Comer grãos na virada da meia-noite garante êxito e prosperidade e o mais popular é comer as “moedinhas”, que, pasmem, devem ser cozidas apenas com água e sal e comidas frias.
Um costume também praticado na Argentina é o de comer 12 uvas, uma para cada um dos 12 meses do ano assegurando saúde, dinheiro e amor. Dizem que é o simbolismo de representar o quão doce serão os meses do ano. Enfim, superstições e rituais não faltam ao redor da virada do ano novo dos chilenos, mas a que mais impressiona, na minha opinião, é a de que não se deve desejar feliz Ano Novo antes da virada, pois seria sinônimo de “mala suerte”. Sexta-feira, saindo distraído do trabalho, meu marido ainda chegou a desejar para alguns, mas ao ver outros saírem disparando lembrou-se da curiosa superstição. Mesmo depois de três anos morando aqui, é quase preciso andar com esparadrapo na boca para controlar o ímpeto, mas entre nós brasileiros, dá licença:
feliz Ano Novo!!!

Esta foto é de Santiago no inverno, agora a cordilheira está peladinha, com neve apenas em algumas montanhas mais altas. É de cartão postal, não é? Impressiona os menos desavisados, exuberante, majestosa.